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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, disse nesta quinta-feira, em Nova York, que as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de destruir o país asiático soam como "latidos de um cachorro".

"Se ele (Trump) pensa que ele pode nos assustar com o latido de um cachorro, realmente é um 'sonho de cachorro'", disse Ri, que participa da Assembleia Geral das Nações Unidas.

A expressão "sonho de cachorro" é usada pelos norte-coreanos para se referir a coisas absurdas ou que não têm muito sentido.

As declarações de Ri acontecem após a intervenção de Trump na Assembleia, onde ameaçou literalmente com "destruir totalmente" a Coreia do Norte, se o país asiático continuar seus testes nucleares.

Ainda na ONU, Donald Trump se referiu ao líder norte-coreano, Kim Jong-un, como: "o homem foguete está em uma missão suicida para ele e seu regime".

Ao ser questionado sobre a expressão usada por Trump para qualificar Kim, o ministro norte-coreano apenas disse que sentia "lástima pelos ajudantes" do presidente dos EUA.

A expressão "homem foguete" usada por Trump para se referir ao líder norte-coreano está relacionada com a famosa canção do mesmo nome do cantor britânico Elton John e os numerosos testes nucleares realizados com mísseis pelo regime de Pyongyang.

agencia efe
O Governo do Piauí ainda aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suspensão do leilão que vai privatizar a Cepisa (Companhia Energética do Piauí), atualmente controlada pela Eletrobras. O procurador do Estado do Piauí, Kildere Rone, reconhece a necessidade da privatização. Contudo, argumenta que o Piauí tem que participar dos lucros da venda empresa, bem como pela não renovação da concessão que findou em 2016 e deveria ter se estendido por mais quatro anos. 

"Não havendo a suspensão, o que o Estado quer é a participação no leilão da concessão e a apuração de um eventual ágio, considerando o momento em que a empresa foi entregue para a venda. Queremos o resultado não só da venda como também da concessão que não foi renovada. Na época da avaliação em 2000, quando a Cepisa deveria ter ido a leilão, a empresa era concessária e tinha a garantia da concessão por mais de 20 anos", declarou Kildere Rone, em entrevista ao Notícia da Manhã. 

O procurador explica que a União tem uma dívida com o Piauí por conta de um contrato firmado à época da federalização em 1997. 

"Naquela época, a Cepisa foi avaliada em um valor superior ao que o Estado já havia recebido por título de antecipação. A Cepisa foi avaliada em R$ 260 milhões e o Estado recebeu R$ 120 milhões. Pelos contratos, o Estado teria ainda a receber em um eventual leilão 90% do valor apurado de venda", esclarece o procurador. 

Ele acrescenta que a situação é mais agravante porque a Cepisa perdeu a concessão por uma deliberação da União em 2016.

"O leilão não pode ser realizado com essas regras. A empresa que foi avaliada em 2000 era outra, a realidade do mercado era outra. Naquela época, diversas empresas foram vendidas com ágio bem interessante. Algumas chegaram a 100%. O Piauí ficou no prejuízo e não deu causa", disse Kildere Rone, acrescentando ainda que o governador Wellington Dias (PT) esteve em Brasília para solucionar o impasse. 

"O Estado está sempre aberto a negociação, em busca de uma saída para esse impasse. Esperamos que haja um acordo, pois a privatização é necessária. O Piauí já se comprometeu no passado com essa privatização e ela vai acontecer. Contudo, é necessário superar esse impasse", finaliza o procurador do Estado do Piauí. 

Pelo cronograma, a privatização deve ocorrer até novembro deste ano. 

cidadeverde.com
SÃO PAULO (Reuters) - A prévia da inflação oficial no Brasil desacelerou mais do esperado em setembro e atingiu o menor nível para o mês em 11 anos, ampliando as chances de terminar este ano abaixo do piso da meta pela primeira vez.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve alta de 0,11 por cento em setembro, após avanço de 0,35 por cento em agosto, de acordo os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este é o patamar mais baixo para um mês de setembro desde 2006, quando o índice registrou variação positiva de 0,05 por cento, e também ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,15 por cento na comparação mensal.[nL2N1LZ0ZA]

Nos 12 meses até setembro, a alta acumulada chegou a 2,56 por cento, menor nível desde março de 1999, (+2,64 por cento), quando o Brasil adotou o regime de metas de inflação, e também mais fraca que o avanço de 2,60 por cento esperado.

Assim, o indicador foi ainda mais abaixo do piso da meta oficial deste ano, que é de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Se a inflação terminar o ano abaixo de 3 por cento, será a primeira vez que o BC terá que justificar porque a inflação ficou abaixo do objetivo --o BC descumpriu a meta três vezes nas últimas duas décadas, mas em todos esses casos entregou a inflação acima do alvo.

De acordo com o IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas, com importante peso sobre o bolso do consumidor, registrou queda de 0,94 por cento em setembro, após recuo dos preços de 0,65 por cento no mês anterior.

Os alimentos para consumo em casa registraram queda de 1,54 por cento, com destaque para o tomate (-20,94 por cento), o feijão-carioca (-11,67 por cento) e o alho (-7,96 por cento).

Por outro lado, o grupo Transportes teve o maior impacto de alta ao subir 1,25 por cento, devido principalmente ao avanço de 3,43 por cento dos combustíveis. O grupo, entretanto, mostrou desaceleração ante a alta de 1,35 por cento vista em agosto.

Após levar a taxa básica de juros Selic para os atuais 8,25 por cento, o Banco Central já sinalizou que vai desacelerar o ritmo de cortes de forma gradual, em meio ao cenário cada vez mais fraco da inflação.

Após redução de 1 ponto percentual no último encontro, a expectativa em geral é de corte de 0,75 ponto em outubro, apesar dos sinais recentes de força no mercado de trabalho e de recuperação gradual da economia, uma vez que a demanda permanece contida.

Nesta quinta-feira, o BC passou a ver a inflação ainda mais abaixo do centro da meta em 2017 e 2018, calculando no relatório de inflação alta do IPCA de 3,2 por cento em 2017 e de 4,3 por cento em 2018, abaixo dos patamares de 3,3 e 4,4 por cento vistos anteriormente.

reuters
O Supremo Tribunal Federal deve julgar nesta quarta-feira (19) o recurso da defesa de Michel Temer (PMDB), que pede a suspensão da segunda denúncia contra o presidente até o fim das investigações envolvendo a JBS.

A sessão aprovou o plano de trabalho apresentado pelo relator, Carlos Marun, para a comissão que vai reunir câmara e senado na investigação.