domingo, 26 de fevereiro de 2017

'Wellington está sobrevivendo de projetos que deixei enquanto governador'

Sem ocupar cargos desde que se afastou do Governo do Estado para disputar o Senado, o governador Wilson Martins (PSB), afirma que não está fora da política. Em entrevista exclusiva ao ODIA, ele admite, inclusive, que pode vim a disputar, novamente, o Governo do Estado em 2018.

Além de seu próprio nome, ele cita outros com o do ex-senador João Vicente Claudino e até mesmo do prefeito de Parnaíba, Mão Santa. Martins disse não ter dúvidas que a oposição lançará uma chapa competitiva no próximo ano. Na entrevista ele avalia ainda o Governo Wellington Dias (PT) e disse que faltam projetos.

“É um Governo fraco, que não tem projeto”, frisa ele, ressaltando que o equilíbrio fiscal do Estado deve-se às ações realizadas ainda em seu mandato enquanto governador. O ex-governador, que também preside o Diretório do PSB no Piauí, disse que tem planos audaciosos para o PSB nas próximas eleições, criticou a subdelegação da Agespisa e ainda foi categórico ao afirmar que o PSB não está contemplado na estrutura administrativa da Prefeitura de Teresina, mesmo tendo sido aliados nas eleições.

ODIA: As eleições do próximo ano já estão em pauta. Os partidos já estão se articulando. O senhor, como presidente do PSB no Piauí, que metas e planos tem para o partido?

Wilson: O partido se organizou ao longo dos últimos anos e se tornou um grande partido em todo o Estado. Chegamos ao Governo do Estado, fizemos a maior bancada para a Câmara Federal, 30% dos deputados federais são do PSB, além de termos feito uma boa bancada na Assembleia Legislativa. E o partido se organizou também para as eleições municipais. Continuamos como um grande partido. Estamos preparados para as eleições de 2018, nos articulando no campo das oposições, porque foi assim que o povo nos colocou em 2014, e estimulando com os outros segmentos para lançarmos um time competitivo para as eleições de 2018.

ODIA: Quando o senhor era governador, conseguiu uma ampliação expressiva no numero de prefeitos do PSB. Esse número ficou reduzido agora, nas últimas eleições. Ao que atribui essa redução?

Wilson: Pois é. Em política, ou você tem uma expectativa de poder ou você não tem crescimento. Em 2010, tínhamos uma expectativa de poder. Em 2006, fomos eleitos vice-governador com a expectativa de assumir o governo, o que se concretizou. Elegemos 52 prefeitos, o que foi um saldo fantástico e que os outros partidos não conseguiram essa marca nunca. Os outros partidos ficaram muito aquém daquela marca que chegamos em 2010. Para nós foi muito positivo. Diminuímos quantitativamente, nos firmamos positivamente do ponto de vista qualitativo e ficamos entre os três maiores partidos do Estado

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