sábado, 4 de março de 2017

João Henrique estranha aliança com o PT e aposta em rompimento

Não são apenas os petistas que estão insatisfeitos com a aliança entre o PMDB e o PT no Piauí. O vice-presidente regional do partido de Michel Temer e presidente nacional do Sesi, ex-ministro João Henrique, estranhou o acordo firmado nesta sexta-feira com o governador Wellington Dias.

O peemedebista divulgou na manhã deste sábado, através do whatsapp, uma mensagem do diretório nacional do seu partido com os dizeres: “Com o PMDB e sem o PT o Brasil melhora: mais empregos, mais riqueza, mais crescimento”.

Ao ser questionado sobre a sua análise em relação à aliança com o PT no estado, João Henrique afirma que o texto acima diz tudo. “O PMDB tem esta posição, tem por norma não interferir, mas é esquisito que só o Piauí adote esse comportamento”, diz.

O objetivo de Wellington Dias, ao ceder cargos e até mesmo ao criar novos espaços no governo para acomodar o PMDB, é contar com o apoio do partido nas eleições de 2018. No entanto, o ex-ministro ainda aposta em um rompimento. “É muito, mas muito difícil mesmo manter essa aliança”, conclui.

Em dezembro, João Henrique tinha garantido que seu partido não iria compor o governo de Wellington Dias com cargos e afirmou que, mesmo em caso de mudança, ele continuaria se posicionando contrário.

O PMDB vai ocupar quatro pastas. A Sasc, que atualmente é administrada por Henrique Rebelo (PT) passará a ser do deputado José Santana; a Empresa Piauiense de Serviços Hospitalares, que será responsável pela gestão dos hospitais regionais e estará ligada à Secretaria de Saúde, vai ser administrada pelo deputado Pablo Santos; o DER, que é dirigida por José Dias, agora será responsabilidade de Castro Neto, filho de Marcelo Castro. Já o Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR), que é atualmente é uma diretoria do DER, passará a ser uma coordenadoria administrada por Leonardo Sobral.

portal o dia

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