sábado, 14 de outubro de 2017

Europeus procuram soluções para salvar acordo nuclear iraniano

Precursores das negociações nucleares com o Irã e parceiros econômicos de Teerã, os europeus têm muito a perder com um eventual questionamento do acordo de Viena, e querem preservar as conquistas de um texto que julgam crucial para a segurança internacional.
Há alguns meses os demais países signatários do acordo - Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China - acompanham inquietos os sinais vindos da Casa Branca.

E, com a aproximação de uma decisão final do presidente americano Donald Trump, os chanceleres francês, britânico e alemão multiplicaram, nas últimas semanas, os contatos, reuniões e campanhas de lobby direcionados ao governo americano.
Trump deve declarar, até domingo (15) se Teerã respeita seus compromissos e se o acordo de 2015, que coloca o programa nuclear iraniano sob vigilância estreita em troca de uma suspensão de sanções internacionais, é de interesse nacional para os Estados Unidos.

Segundo diversas fontes, os americanos não vão "certificar", uma decisão que não significa a morte do texto, mas vai fragilizar uma construção conjunta arduamente conquistada, após mais de uma década de negociações.
Durante a Assembleia Geral da ONU em setembro, a primeira-ministra britânica Theresa May e o presidente francês Emmanuel Macron assumiram o papel central de elogiar as virtudes do acordo para o dirigente imprevisível. Claramente em vão, Macron chegou a admitir que "não compreendia" a estratégia adotada por Washington.

agencia afp

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